segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Entre "carreiristas", os amigos são para as ocasiões; é uma regra ...

Armando Vara foi promovido na Caixa Geral de Depósitos (CGD) um mês e meio depois de ter abandonado os quadros do banco público para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Portugal (BCP).O ex-administrador da CGD e ex-quadro da instituição, com a categoria de director, foi promovido ao escalão máximo de vencimento, ou seja, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma …”

“…A instituição esclareceu que, "como é prática comum do grupo, todos os administradores quadros da CGD, quando deixam de o ser, atingem o nível 18 em termos de graduação interna". Fonte oficial da instituição acrescentou ainda "que o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos cumpriu, desta forma, o estabelecido internamente, agindo retroactivamente, numa das primeiras reuniões do conselho de administração, após alteração da estrutura governativa da instituição, como sempre é feito".
(Público)


Por mim e por decoro, não me apetece fazer qualquer comentário.
A não ser o reconhecimento que para os "carreiristas", os amigos ( estes amigos ) sabem "tratar-se" bem no que concerne a prebendas e sinecuras ... que, de/no futuro, e neste caso e à data da reforma, serão pagas pelos contribuintes Portugueses.
Até quando ?..

3 comentários:

Anónimo disse...

Caríssimo CBS,

Como te compreendo e, já agora, que falta fazes por aqui, deste lado, de onde te piraste em tempo oportuno !!!

AVCarvalho disse...

Não sei se ele precisaria muito deste expediente para proteger a ‘sua reforma’. Provavelmente ‘essa’ já estará acautelada de muitas outras formas (nenhum se contenta com ‘apenas’ uma reforma!). Mas o que este episódio mais revela é que subsistem inúmeras regras ‘democráticas’ injustas e injustificadas de protecção, digamos assim, à classe dirigente – como esta de os administradores, mesmo que exercendo o cargo apenas por um curto período, terem de ascender ao escalão máximo, por definição!
Classe dirigente que, ainda por cima, se passeia da política para as empresas (e vice-versa), sempre com as costas bem resguardadas. Afinal onde é que está o tão propalado risco empresarial, que estes bigorrilhas de meia tigela gostam tanto de apregoar?

Carlos Borges Sousa disse...

Caríssimo,
Ora,nem mais; e, acima de tudo e sobretudo, gostei da expressão :
"bigorrilhas de meia tigela..."
CBS