sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Carta Aberta a Cavaco ...


Olá Cavaco,

Sou assim como que obrigado a escrever-te, uma vez que não terei o “dom” de nascer duas vezes para te provar – a ti – que, e pelo menos no que concerne ao mercado de capitais, sou uma pessoa muito, muitíssimo mais séria do que tu …
Ora, tu que, “fora de/da bolsa”, compraste 105.378 acções da SLN e dois anos depois, em 2003, as vendeste – igualmente “fora de bolsa” - conseguindo uma mais valia efectiva de 140%., enquanto que eu - bronco e estúpido - exactamente no ano de 2003, tive um prejuízo com a/da minha carteira de acções – compradas e vendidas na BVL - de cerca de 47% …
És, assim e como se pode(rá) constatar um gajo muito, muitíssimo esperto …
E, assim e por isso, por esta tua douta esperteza não te armes em vítima; pelo menos para comigo; percebes ???...
Caro Cavaco,
Não convém, de todo e na circunstância, confundir a esperteza com seriedade;
pois, e enquanto não (me) conseguires explicar como é que conseguiste esta choruda mais valia (+140%, tendo eu, em 2003 “perdido” -47% ), não terás quaisquer condições para ser Presidente.
Assim, e por isso, não te refugies cobardemente em (me) remeteres as (tuas) respostas a todas as minhas dúvidas para o sítio da Presidência; pois, ao sítio, já lá “fui” e, este, não esclarece porra nenhuma...
A ganância é uma coisa má; isso aprendeste, tu, na catequese …
Agora, tu, enquanto profissional da política, deverias saber que o crime é bem pior.
Aguardando as (tuas) respostas a todas as questões que, publicamente, te têm sido colocadas, os melhores cumprimentos,
Carlos Borges Sousa

PS - independentemente de tudo isso, da tua (in)conveniente falta de esclarecimento(s), nunca e em quaisquer circunstâncias votaria em ti; para que conste ...
CBS

2 comentários:

Paulo César disse...

Boa Carlos! É d'homem com tomates! Oxalá o "gajo" recebesse muitas cartas abertas como a tua...
paulo césar

AVCarvalho disse...

Couraçado nessa imagem de honestidade a toda a prova (martelada ao longo do tempo pelo marketing e pelos ‘media amigos’), bastava ao ‘candidato’ afirmar a sua inocência ou honestidade, para qualquer suspeita ser de imediato encerrada. Desta vez tornou-se impossível ao ‘candidato’ fugir aos factos. E do que se sabe pelo menos permite concluir tratar-se de um ‘acto de favorecimento’, como o classificou Manuel Alegre. Para quem exibia tamanha superioridade moral...
Vai ser difícil provar (para além do conluio conhecido) o acesso à ‘informação privilegiada’ que lhe permitiu, a ele e à filha, retirarem-se, ao fim de apenas 2 anos (?), da situação de investidores – com uma larga margem financeira no negócio.
Mas irá manter-se sempre a suspeita, não sendo de excluir que o BPN possa vir a transformar-se no ‘Freeport de Cavaco’ – acrescido do que tal caso representa de esforço financeiro para o País!