tradução de texto de Lester Brown«Há muitas coisas que não sabemos sobre o futuro. Mas uma coisa que sabemos é que o “business as usual” / “manter tudo na mesma” não vai continuar por muito mais tempo.
tradução de texto de Lester Brown
[Este quadro pertence a um pintor chamado Gustave Courbet (1819-1877) que se encontra no Musée d’Orsay ]
As aspirinas da crise (II)
Ocorreu, pela enésima vez, mais uma tragédia anunciada com emigrantes no mar. Desta vez (qual?) com a funesta ironia de tudo ter acontecido a escassos 20 metros do destino! Noticia-se que morreram 21 – dos quais 16 eram crianças – podiam ter sido 100 ou apenas 1, pouco importa à nossa entorpecida sensibilidade. Talvez ainda concedamos um esgar de compaixão, por entre duas colheres de sopa, que as notícias do dia caem-nos no prato à hora de jantar.
Fora ainda e agora vivo, e o meu irmão, o Zeca, teria feito, ontem, cinquenta anos; meio século …
Hoje, Pedro Paços Coelho (PPC) é "figura" de capa da Pública, onde é entrevistado.
A grande esperança da América – e do mundo? – chama-se Obama
Manoel de Oliveira, uma das maiores personalidades da cultura Portuguesa, foi recente e justamente homenageado pelo FCPorto.
«[...] Tornou-se um lugar-comum desta crise:
«[...] A alegria é um dos mais reveladores traços humanos, basta a alegria para revelar as pessoas dos pés à cabeça. Por vezes não há meio de percebermos o carácter de uma pessoa, mas basta ela rir para lhe conhecermos o feitio como às palmas das nossas mãos. Só as pessoas desenvolvidas do modo mais elevado e feliz sabem ser contagiosamente alegres, de uma maneira irresistível e benévola. Não falo de desenvolvimento intelectual, mas de carácter, do homem como um todo.
«O Ministério Público e a Polícia Judiciária estão a ouvir, esta manhã, representantes do negócio Freeport em Portugal e que foram os intermediários na instalação do outlet de Alcochete.
Não pretendo, de todo e por antecipação, levantar qualquer juizo de intenção acerca de Manuel Dias Loureiro.
O mundo pequeno do caso Freeport
É assim, tem sido assim, salvo raras, raríssimas excepções.
Por vicissitudes da minha “clausura”, tenho assistido, com todo o interesse e atenção, via AR/tv, às audições parlamentares que vêm decorrendo no âmbito do inquérito ao BPN.Afinal o contribuinte tem mesmo que pagar!
Numa conferência sobre defesa nacional, o general Ramalho Eanes teve o “desplante”- quem sabe (?) se com imensa lucidez ou com o intuito de pactuar numa qualquer "Campanha Negra" - de afirmar que :
A Ciência ocupa hoje um lugar de destaque na nossa sociedade.
« ... Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus.»
No principio, o lema foi : - “COMEÇAR de NOVO”…O Ministro das Finanças parece achar que o dinheiro da Caixa Geral de Depósitos não é dinheiro público! Extraordinário! Então, não é ao Tesouro Público - através da Direcção -Geral do Tesouro e Finanças - que a CGD paga os dividendos e solicita aumentos de capitais? Estão a gozar connosco! Quando é que alguns políticos vão passar a respeitar os cidadãos? O buraco no BPN assume proporções colossais!: 1.800.000.000 de euros! Isto dá cerca de 180€ por português (incluindo jovens, adultos e idosos, activos e inactivos), só para sustentar uma fraude financeira!
«Este valor [...] é pelo menos o dobro do que tinha sido detectado pela auditoria realizada a pedido da anterior gestão de Miguel Cadilhe.» Público Online
Pensam estes senhores que é possível manter uma sociedade coesa com este tipo de casos, ainda para mais em tempos de crise? É porque esta crise ainda está longe de ter atingido o pico. Será que os nossos governantes estão atentos ao que se passa lá fora? Eis o que diz a revista norte-america Foreign Policy sobre países como o Reino Unido e a Grécia!
Excerto: «The question in Britain is no longer when the economy will enter a recession, but when it will enter a depression, with many bracing for a slump that could rival the 1930s in severity.»
Ou seja, a perspectiva para o Reino Unido é já de uma profunda depressão económica, cujo termo de comparação são os anos 30. E isto, em parte, porque também o governo inglês manteve-se agarrado à ortodoxia e aos interesses míopes, não percebendo o que vinha aí. E não se trata de um terramoto ou de outro qualquer desastre natural, como vêm agora dizer alguns. Esta crise tem origem num conjunto de acções ou omissões de políticos, com uma determinada ideologia sobre o que deve ser a economia e a sociedade. E existem soluções, não são necessários messias. O problema é que quem causou este desastre quer passar incólume - à custa de todos nós-, e isso só agrava a crise!
Mas parece que o Ministro, lá no fundo, tem alguma consciência - avaliando pelo seu semblante - perante esta interpelação no Parlamento.
P.S. Por muito que o Presidente da República assobie para o lado, o seu conselheiro vê-se cada vez mais desmascarado.
Hoje, faz uma semana que me encontro em "cativeiro" e um Amigo, o A. Silva, enviou-me um e-mail com este cartoon, cujo autor desconheço e que, na circunstância, me é altamente sugestivo e familiar; é caso para dizer :
Sem qualquer comentário, e à especial atenção dos militantes do PS, que não, naturalmente, os Augustos Santos Silvas, quais "malhadores" :
«Com uma vida limitada não podemos ser ou fazer tudo.
Recente número da revista Visão, em plena campanha militar israelita em Gaza, inseria dois artigos a propósito da permanente crise judaico-palestiniana, tentando descortinar o futuro da região de maior incerteza do Mundo. A interrogação que, curiosamente, ambos colocavam no título, levanta uma dúvida comum e prenuncia um destino idêntico – ‘Requiem por Israel?’, de Boaventura Sousa Santos e ‘Israel pode sobreviver?’, de Tim Mcgirk, transcrito da revista ‘TIME’ – que, de algum modo, encerram o dilema com que o Estado de Israel, a potência dominante e que mais tem a perder com qualquer alteração ao ‘status quo’, se encontra confrontado. Mais que as raízes históricas deste interminável conflito, ambos visam perspectivar o futuro, abordando cada um deles um dos dois factores que, conjugados, mais podem influenciar o destino da região.Francisco. Chico. Chico Mendes.
Seringa. Seringueiro. Seringal.
Legião de homens e sonhos.
Verde rompendo o verde.
Punhal aceso na memória
da água, da pedra, da madeira.
Dos homens?
A sumaúma, a seringueira,
a pedra do monte Roraima,
o sangue que mina do tronco
nos seringais de Xapuri indagam:
onde a sombra exilada de Chico Mendes ?
Organizador dos ventos gerais
que combatem depois das cercas,
de todas as cercas da terra...
Chico: um grito verde que não cessa.
( Poema de Pedro Tierra )

Hoje, logo pela manhã, o azar – ou, lá o que isso, do azar, possa ser - bateu-me à “porta” ; porque chuviscava, o chão estava naturalmente molhado e à entrada para o Metro de Telheiras, com o piso estupidamente escorregadio, lá me estatelei ao comprido …
Não sei que mais admirar: se, aqui há tempos, o descaramento de João Rendeiro que, no próprio dia em que foi declarada a insolvência do Banco a que presidia, lançou um livro em que se propõe contar, na primeira pessoa, ‘a história de quem venceu nos mercados’ (!!), dando até conselhos para investir com segurança!!!; ou se, agora, a tocante ‘candura’ de Fernando Ulrich ao afirmar a vestal castidade, a virginal pureza, a imaculada ‘conceição’ do Banco a que preside, relativamente às tramas, artifícios e mil e uma manigâncias que conduziram à presente crise financeira!!!!!
Eu, cada vez, estou a ficar mais convencido que não devo regular lá muito bem da “mona” e tive, porque vivênciada, e mais uma vez, a prova provada disso mesmo; esta madrugada …
“Há uma promiscuidade entre os maus investigadores e os maus jornalistas”, o que tem conduzido a “práticas próprias de terrorismo de Estado”. Mais uma polémica mas pertinente intervenção de Marinho Pinto, com várias afirmações ousadas, mas corajosas, sobre o estado da justiça em Portugal, contra serôdios corporativismos, a suscitar o habitual coro de protestos das habituais virgens ofendidas.
O que é que Alberto João Jardim tem a ver com Muammar Kadhafi?
De 27 de Janeiro a 1 de Fevereiro decorrerá no coração da Amazónia, em Belém do Pará, no Brasil, o IX Fórum Social Mundial (FSM); este ano, participarão no FSM mais de 100 mil pessoas e 5860 organizações de mais de 15 países de todos os continentes.
À política o que é da política e à justiça o que é da justiça.
Os limites da auto-reforma para um ‘novo capitalismo’
Ora, veja isto, isto e isto, com os seus próprios olhos – enquanto é tempo, i.e : antes de ser apagado – e perceba, caso ainda possa ter dúvidas, a verdadeira importância do(s) zero(s) e como - com o(s) zero(s) - se pode enriquecer em Portugal caso, naturalmente e nestes casos, @ "contabilista" não se haja enganado no preenchimento do(s) respectivo(s) formulário(s) e, claro, no(s) Zero(s) à esquerda (*) ...
Vitor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, principescamente bem pago, cujo ordenado é bem superior ao do Presidente da Reserva Federal dos EUA, “navega” ultimamente em maré de azar(es) :
O que se passa(rá) com a Drª. Maria Lurdes Rodrigues, a senhora Ministra da Educação ?
Um processo atribulado para salvar o capitalismo? Isto mesmo foi sublinhado logo nos discursos da abertura, com nuances que denotam mais complementaridade que diferentes pontos de vista (ou eventuais alternativas), pelos três principais líderes políticos.
Blair, institucional (já em tirocínio para novos altos cargos?), preferiu destacar a necessidade de se proceder à reestruturação das organizações internacionais como o FMI ou o BM, produzidos em Bretton Woods na eminência da vitória dos aliados na II Grande Guerra, destacando, como argumento, o facto de vivermos no séc. XXI ainda com as instituições de meados do séc. XX.
Sarkozy, moralista, puxa do principal argumento que os neoliberais vêm esgrimindo para explicar a crise, a falha moral dos decisores, para reafirmar a validade do sistema capitalista que, segundo ele, necessita de ser ‘refundado’, com base na mudança de regras (desde logo mais regulação) e numa nova ética de valores, do trabalho ao espírito empreendedor. Para isso defende o regresso da intervenção do Estado empreendedor para ‘animar um capitalismo de empreendedores e não de gente que vive de rendas’.
Merkel, pragmática, para além de corroborar os aspectos anteriores, lançou a ideia de um "Conselho Económico" mundial, do mesmo tipo que o Conselho de Segurança da ONU (com um papel diferente do Conselho Económico e Social das NU), encarregado de fixar uma nova regulamentação dos mercados e adaptar a arquitectura institucional às necessidades e desafios do século XXI; e uma Carta Mundial "para uma economia sustentável a longo prazo", tal como a Carta da ONU sobre os direitos humanos.
Como se afirmou antes, mais que as intenções que agora começam a manifestar-se, o que irá determinar a profundidade desta pré-anunciada reconfiguração do capitalismo, será a dimensão da própria crise, sobretudo no que respeita aos seus efeitos sobre a economia real, pois de acordo com vozes insuspeitas de dentro do próprio sistema (a mais recente vem da OCDE), ‘o pior está ainda para vir’.
“ As instituições podem minar até as sociedades mais fortes “