Mostrar mensagens com a etiqueta Jornalismo - Liberdade de Expressão - Política. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jornalismo - Liberdade de Expressão - Política. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de março de 2011

"Mundo Açoriano"


A partir de hoje, e sob a batuta do Eduardo Jorge Brum, o Jó, está no "ar" o Mundo Açoriano ...

No planeta global em que vivemos, os Açores passaram a não ter limites e a sua imprensa não pode deixar de espelhar essa realidade.
A plataforma digital permite, hoje, o estabelecimento de pontes, em todas as latitudes, com açorianos que um dia partiram e fixaram residência em outras regiões e países; permite recuperar relações de vizinhança que durante anos se haviam per dido; permite estar em contacto com pessoas que, embora não tenham nascido nos Açores, dedicam atenção ao que é nosso.

Se for utopia, não faz mal. Precisamos dela mais do que nunca.

As maiores Felicidades e longa, longa Vida.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A verdade ganhará sempre


"Em 1958 o jovem Rupert Murdoch, então proprietário e editor de The News de Adelaide, escreveu: “na corrida entre segredo e verdade, parece inevitável que a verdade ganhe sempre”.
A sua observação talvez reflectisse a revelação do seu pai, Keith Murdoch, de que as tropas australianas estavam a ser sacrificadas desnecessariamente nas costas de Gallipoli por comandantes britânicos incompetentes. Os britânicos tentaram calá-lo, mas Keith Murdoch não se deixou silenciar e os seus esforços levaram ao fim da campanha desastrosa de Gallipoli."

Por Julian Assange, publicado no The Australian
(via: esquerda.net )

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A ‘independência’ da informação dependente

Se alguma utilidade é possível, para já, vislumbrar nesse confuso processo à volta das ‘escutas’ – e muito em especial das sequelas em curso na Assembleia da República – ela é a de ter posto às claras uma tão estranha quão, agora finalmente e sem qualquer pudor, alardeada promiscuidade entre o jornalismo dito ‘independente’ e o poder económico na comunicação social. Para além do natural e inevitável condicionamento financeiro da actividade jornalística e da informação em geral. Ou até da ‘velha’ apetência do poder económico para o controle da comunicação social, seja pela rentabilidade financeira que o potencial da actividade perspectiva, seja por razões ideológicas de manipulação da opinião pública na defesa de quaisquer interesses de grupo, empresarias ou políticos.

Nas audições a decorrer na Assembleia da República tendo em vista apurar alegadas ameaças sobre a liberdade de informação, os depoimentos dos 4 primeiros jornalistas aí ouvidos – de alguns dos principais grupos empresariais dos ‘media’ nacionais – são bem reveladores (para além de deprimentes!) das ‘preocupações’ que dominam o sector:

* José Manuel Fernandes, ex-director do ‘Público’, garante não ser pressionável e, na passada, afiança nunca ter havido qualquer interferência do Grupo Sonae de Belmiro de Azevedo na linha editorial do jornal por este detido; já o poder político, em contrapartida, parece querer asfixiar tanta independência encaminhando a publicidade sob seu controle, ‘apenas’ para os órgãos de comunicação social ‘amigos’.

* Mário Crespo, da ‘SIC’– o mais encomiástico nos elogios – igualmente garante não ser pressionável e, entoando em tons barrocos (como é seu timbre) loas eternas ao Grupo Impresa de Francisco Balsemão, testemunha fé inabalável na total independência deste grupo empresarial; sabe-se, entretanto, da repisada crítica do grupo à publicidade na TV pública, retirando quota publicitária aos operadores privados.

* Felícia Cabrita, do ‘SOL’, para não fugir à regra, garante não ser pressionável e, no balanço, presta homenagem à sociedade que detém o jornal (a luso-angolana Newshold, Joaquim Coimbra do PSD,...) por haver impedido a liquidação financeira deste projecto por parte do poder político do PS, que, por ínvias portas e escuras travessas, usou das suas ‘influências’ para o silenciar, impondo o corte dos apoios bancários a que, pelos vistos, se sentia com direito(?).

* António Costa, do ‘Diário Económico’, garante não ser pressionável (não foi excepção) e, para variar, assegura que em momento algum o poder económico – o Grupo Ongoing de Nuno Vasconcellos – condicionou ou tentou a ingerência na orientação do jornal, contrariando as afirmações da véspera de José Manuel Fernandes ao insinuar alegadas mudanças no seu alinhamento depois da compra pelo grupo e desvalorizando os telefonemas de políticos (por mais alinhado com a ‘situação’?).

E os depoimentos dos operadores dos restantes grupos (Controlinveste, Cofina,...), afinam pelo mesmo registo, que se pode resumir em: cada umgarante não ser pressionável’, todos enaltecem a isenção da ‘sua’ entidade económica (de que dependem) por, afiançam, não se ingerir nas questões editoriais (embora desconfiem da alheia, a competição assim o determina!). Acentuam, ainda, o papel que o Estado desempenha na sobrevivência das empresas, por via do financiamento ou da publicidade sob seu controle (directo ou indirecto). Tanta independência tem um custo...!

As ligações entre os interesses económicos, o poder político e a comunicação social são cada vez mais entrosadas, mas por demais opacas, ou mesmo promíscuas. Uma coisa parece agora mais clara: a total dependência económica do ‘jornalismo independente’! O sucesso (ou a sobrevivência) dos grupos de ‘media’ une jornalistas e accionistas no propósito central de ‘construírem’ um produto informativo vendável (as ‘audiências’!). A informação concorre com a publicidade para o sucesso financeiro das empresas e isso determina, mais que quaisquer outros critérios, o conteúdo da actividade jornalística. Reduzida a mais uma mercadoria, presa nos mecanismos que asseguram a absolutização das lógicas do mercado, a informação dos ‘valores’ (!) pouco ou nada tem a ver com princípios e regras, com verdade, rigor e objectividade – apenas e só com cifrões!

À parte tímidas tentativas de estabelecer e aprofundar estas ‘ligações perigosas’ (BE, PCP, até o PS), o assunto não irá seguramente motivar o interesse dos deputados tanto como as picardias em torno do enredo mediático das escutas! Não são elas, afinal, que alimentam as 'vendas/audiências'?

Mais uma oportunidade perdida! E já escasseia pachorra para tanta intriga!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Percepções e realidades: o discurso do preocupado

Agora já sei, por saber firmado, a razão de nunca ter aderido a um partido político. Finalmente compreendi esta propensão para me manter independente, não me sujeitando a qualquer disciplina partidária. Bem, compreender não é o termo mais apropriado, pois compreender já eu tinha conseguido antes, tratou-se mais de uma confirmação, uma espécie de ‘prova factual’ reflectida através de um jogo de espelhos, a ‘evidência externa’ que (me) parecia faltar.

Foi ao ouvir na ‘tvi24’ (17Fev.) a deputada Rita Rato do PCP a repetir, vezes sem conta, que se encontrava ‘preocupada’, que esta minha ‘percepção’ (palavra também muito em voga, v.g., o Moniz ex-TVI, para extrair conclusões definitivas das ‘escutas’) se tornou mais consciente (e consistente). Ainda mal tinha começado a falar e já as expressões ‘estou preocupada...’; ‘estou muito preocupada...’, ‘eu já estava preocupada, mas agora fiquei ainda mais preocupada...’(!!!), lhe saíam ritmicamente da boca de forma tão insistente – quase mecânica – que o motivo de tanta preocupação ia passando despercebido. E o que é que motivava, afinal, tamanha preocupação numa ‘miúda’ de 27 anos (acabados de fazer)? As ameaças à liberdade de expressão e informação, que o dito caso das ‘escutas’ alegadamente configurava!

Dou comigo a pensar: ainda bem que tão ‘preocupada’ rapariga (perdão, ‘Excelência’, trata-se de uma deputada da nação!) não viveu antes do 25Abril, pois com a falta de liberdades que então legalmente imperava, a preocupação tinha derivado em angústia, a angústia em obsessão e... sabe-se o que acontece às obsessões, na melhor das hipóteses acabam no psiquiatra. A avaliar pelo automatismo matraqueado das expressões de preocupação, no caso dela dificilmente na cadeia, que era o destino mais provável de então e o foi, por isso mesmo, de tantos ‘camaradas’ seus, é justo recordá-lo e tê-lo sempre presente!

E, no decurso, dou comigo a concluir que tão excessiva dramatização acaba por se tornar contraproducente, pois alerta para que alguma coisa aqui soa a falso. De um modo geral, o discurso do preocupado tem o mérito de expor o vazio do conteúdo político das mensagens que o suportam. Mas também revela o enclausuramento implícito no processo de interiorização das normas e propostas partidárias a que se subordinam, as mais das vezes de forma inconsciente, todos os que aceitam entrar nessa lógica, por vezes – eis a questão! – a despeito ou em confronto mesmo com a própria realidade.

Ora eu também tenho em casa uma ‘miúda’ muito preocupada. Quase até da mesma idade. Mas, ao contrário da jovem deputada do PCP, a sua preocupação prende-se com coisas bem mais prosaicas, aquelas coisas que, no entanto, determinam a vida das pessoas, que marcam o seu futuro, afinal uma preocupação que atinge 3 a 4 milhões de portugueses (1,2 directamente, mais os pais, cônjuges,...) – a precariedade do trabalho, os malfadados recibos verdes, o confisco dos direitos laborais,... Eu sei, uma preocupação não impede a outra, muito menos a substitui (e, já agora, também sei que, para a resolução de um tal problema, as condições de êxito, no plano meramente interno, são escassas, ela exige uma acção concertada a nível internacional).

Este será, aliás, estou certo (também aqui não pretendo ser injusto), outro motivo de grande preocupação para a deputada Rita Rato que, se confrontada com tal flagelo, seguramente reagiria com tanta ou mais veemência do que o fez neste debate, a propósito do tema que lhe coube em sorte discutir em público... em nome do partido. E é aqui que bate o ponto - porque de tal modo imbuída do espírito partidário que, arrisco a dizer, a sua maior preocupação era, muito para além da expressamente manifestada, apresentar-se em sintonia, bem ‘afinada’ com as posições assumidas pelo partido sobre o tema em análise.

Perante o deprimente espectáculo que as ‘escutas’ têm proporcionado, distraindo mais que discutindo e, o que é mais grave, desviando as atenções dos problemas que importa resolver, de uma coisa estou certo: não consigo alinhar nem com a uniformidade situacionista manifestada do lado do governo (e do PS, claro) na defesa de posições no mínimo ‘trapalhonas’ (e eivadas de suspeitosos arreganhos), nem com a uniformidade oposicionista unida num espúrio conúbio assente no propósito central - e inútil - de apearem o ‘trapalhão’ (ou ‘vilão’, ainda não se sabe).

Decididamente, manter a independência, perante esta deplorável disputa partidária centrada na dramatização mediática das sensações (preocupações, percepções,...) e alienada da realidade, ainda continua a ser a forma mais saudável de fazer política!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

USA - Jornalista Amy Goodman presa à porta da Convenção Republicana

Milhares de pessoas manifestaram-se contra a guerra do Iraque à porta da Convenção Republicana que nomeou John Mccain como candidato à presidência dos EUA. A polícia prendeu 286 pessoas, entre as quais a jornalista do Democracy Now Amy Goodman, que é também colunista do Esquerda.net. Amy dirigiu-se ao protesto para procurar dois colegas agredidos brutalmente pela polícia.
Vê o vídeo da sua detenção. Ler mais...
( Via : esquerda.net )