Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de março de 2011

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Uma questão de peso ...


Segundo um estudo acerca da Prevalência do Excesso de Peso e Obesidade em Portugal ficamos a saber que, de facto, os Portugueses têm peso a mais.

São números arreliadores, uma vez que 43,5% dos portugueses têm um peso acima do normal;
- 11,2% sofrem de obesidade
- 32,3% têm excesso de peso
Mas, o problema é que 56,9% da população portuguesa com excesso de peso e um terço dos obesos não têm consciência deste facto; pelo contário, pensam que estão no peso ideal.

Reconfirma-se, assim e com mais este estudo, que os problemas de peso têm uma correspondência directa com os hábitos alimentares.
Veja com atenção o contributo de Jamie Olivier sobre esta temática ...
(para legendagem : clicar em subtitulo )

domingo, 12 de julho de 2009

A Gripe A ...

Por vezes, este Blogue (em)presta serviço público; desta feita, clikando no quadro pode(rá) verificar as diferenças de sintomas entre a Gripe Comum e a Gripe A.

domingo, 6 de julho de 2008

Vícios privados...

Teresa Caeiro, a solitária deputada do CDS (uma em doze!) é das figuras políticas mais previsíveis de quantas gravitam à volta do poder (do político e, já agora, também do mediático). Antes de falar, já se sabe o que vai dizer, por vezes mesmo como o vai dizer!

No final do programa ‘Parlamento’, a propósito da velha querela ‘Público-Privado’, no caso relacionada com a gestão da saúde, tendo reconhecido haver abusos diários cometidos pelos ‘Privados’ sobre os ‘utentes do SNS’ (sistematicamente preteridos nas filas de espera em favor dos ‘utentes particulares’), tratou tais abusos como ‘vícios do sistema’, como quem diz ‘o sistema é bom, as pessoas é que nem sempre’. E até acrescentou ainda outro exemplo: o desvio de doentes do ‘Público’ para o ‘Privado’, por médicos que prestam serviço em ambos. Na sua perspectiva trata-se, portanto, apenas de ‘vícios do sistema’, a combater sim senhor, mas que não podem pôr em causa a racionalidade (teórica) do esquema tripartido de prestação de cuidados médicos: público, privado e cooperativo.
Oh Teresa, vícios do sistema ou, antes, um sistema viciado?

sábado, 21 de junho de 2008

O ‘Estado’ dos pobrezinhos

Recupero aqui, dado o interesse do tema e as referências recentes ao mesmo, um excerto de uma entrevista já com algumas semanas ao psiquiatra Luís Gamito, no DN. A propósito do uso de antidepressivos e do efeito placebo na medicação, o entrevistado responde assim à questão sobre se ‘a doença também se cria’:
“Há uns anos, uma comunicação num simpósio tinha como título A produção regular de doenças pelas faculdades de medicina, sendo que quem induz nas faculdades a necessidade de criar doenças é a indústria farmacêutica. ‘Tenho aqui uma coisa que é boa para isto e para aquilo’, logo, arranjem aí uma doença que tenha isto e aquilo. Já o paludismo é complicado, há pouca investigação porque quem deveria comprar medicamentos para o paludismo não tem dinheiro para os comprar, não vale a pena uma multinacional estar a investir numa coisa para pobrezinhos.”

Naturalmente estamos cansados de saber que as empresas, multinacionais ou não, só investem, ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a investigação à industrialização, em produtos que lhes proporcionem rentabilidade assegurada. Nada mais óbvio de acordo com a lógica do sistema. Nem sequer nos passa pela cabeça ser de outro modo, as empresas são criadas para terem lucro, só justificam a sua existência se o conseguirem de uma forma sustentada e contínua. Caso contrário, vão à falência e desaparecem.

Mas então porque é que, no caso do paludismo (e de tantas outras endemias e demais anomalias...), sentimos uma certa incomodidade, um desconforto pela nossa impotência perante a condenação à morte de tantos milhares em nome do lucro? Pelo menos dá que pensar, não dá?
Claro, há sempre o recurso ao Estado para colmatar as designadas ‘falhas do mercado’. E aí aparece outra polémica: até onde deve (ou pode – depende do lugar e do nível da ‘polémica’) ir a ‘protecção’ do Estado?
Quando conseguiremos sair deste aparente círculo vicioso?

terça-feira, 29 de abril de 2008

Confirmo: nem tudo são "cardos"

Acabo de regressar de mais uma viagem à Encarnação, aonde me desloquei para visitar um familiar doente. A Encarnação é, para os mais distraídos, a localidade onde mais se fabrica o famoso pão de Mafra, sendo esta a actividade que, até agora, a projectava para o exterior. E digo, até agora, para introduzir o motivo desta minha aparente excentricidade por trazer aqui o nome de uma terra que, para além do saboroso pão, parecia pouco mais ter de relevante a oferecer-nos.
Ora, aproveitando a ‘boa onda’ aqui inaugurada pela minha amiga Lebasi Mendes, quero daqui saudar uma obra que me parece a todos os títulos modelar. Falo da Unidade de Cuidados Continuados da Encarnação, precisamente a Instituição em que se encontra o meu familiar doente. A excelência vai desde as instalações, à organização ou à competência, dedicação e simpatia de todos os seus profissionais.
Mas o que importa sobretudo destacar é a forma como tudo isto teve origem. Tendo iniciado a sua actividade já este ano, esta obra surge em resultado da conjugação da acção governamental com a iniciativa do associativismo local:
– A acção governamental traduziu-se, antes de mais, no enquadramento normativa deste Governo PS no domínio da saúde (a tão criticada reforma de Correia de Campos na base dos 3 Cuidados – Primários, Hospitalares e Continuados) e do apoio subsequente da Segurança Social;
– Por sua vez, a Associação de Socorros da Encarnação ergueu um edifício exemplar, polivalente, destinado a Unidade de Cuidados Continuados e a Lar da 3ª Idade (presumo até, sem confirmação, que tenha sido esta a motivação inicial dos seus promotores, depois ajustada em função das possibilidades abertas pela referida reforma da saúde).
É justo ainda referir, mesmo que politicamente incorrecto, que esta reforma, no que aos Cuidados Continuados diz respeita, teve início ainda no Governo do Guterres, mas depois interrompida no Governo do Barroso (substituída por um arremedo condenado ao fracasso). Do Governo do Santana nada consta, o que é, afinal, o pior que se pode dizer de um Governo (embora se não ignore a conjura internacional montada para derrubar do poder o ‘menino guerreiro’!!!).
Sabe bem, de quando em vez, estarmos atentos às coisas boas que por cá se vão também fazendo – e não são só auto-estradas, embora estas também dêem muito jeito – e delas darmos pública nota. Da acção governativa às múltiplas formas de promoção associativa.
Pois então, para que conste.