Um jornal com exemplos e alternativas
Há 1 semana
Eis que, hoje, e quase sem dar por isso, o “Quebrar sem Partir” comemora o seu primeiro aniversário …
Nunca os adeptos do ‘quanto pior melhor’ pareceram estar tão próximos desse objectivo como porventura agora com o novo governo israelita e, em especial, o seu MNE, o ultra-direitista Avgidor Lieberman. A primeira declaração deste, logo que tomou posse, foi considerar enterrado o processo de paz, ao denunciar os acordos de Annapolis (elaborados em 2007, na era Bush, vejam bem), por estes apontarem à constituição de um Estado Palestiniano, a par do já existente, Israel (passariam a coexistir, no espaço da antiga colónia britânica da Palestina, dois estados independentes: Israel e Palestina – envergonhadamente designado por Estado Palestiniano!). De acordo com a declarada opinião do novo MNE israelita, tais acordos ‘não têm validade’(!!!).
“Não!
“Anda tudo do avesso
Seria decepcionante, senão mesmo desastroso e muito pouco abonatório para a credibilidade futura de quantos apostam nos valores da esquerda que, numa altura de profunda crise social (e, não por acaso, de identidade da própria direita), como ocorre actualmente, que, por mero cálculo político, sectarismo ideológico ou zanga pessoal, os partidos e movimentos que dela se reclamam, admitam sequer pôr em risco uma vitória segura para a Câmara de Lisboa nas próximas eleições autárquicas, não se coligando.
Numa economia de mercado é aos privados que em primeiro lugar se devem pedir contas.
«O distanciamento no tempo engana o sentido do espírito tal como o afastamento no espaço provoca o erro dos sentidos.
Isto de continuar, ainda e agora, “amparado” a canadianas, tem muito que se (lhe) diga; pois, e que mais não fora, desde 30 de Janeiro que mui esporadicamente tenho ido ao cinema.
«É impossível percorrer uma qualquer gazeta, seja de que dia for, ou de que mês, ou de que ano, sem aí encontrar, em cada linha, os sinais da perversidade humana mais espantosa, ao mesmo tempo que as presunções mais surpreendentes de probidade, de bondade, de caridade, a as afirmações mais descaradas, relativas ao progresso e à civilização.
Acabo de ouvir, mais uma vez, o Requiem Alemão de Brahms, numa versão já não muito recente de Klemperer e, como sempre, sinto-me transportado para outros universos, a realidade transfigura-se e parece ganhar outra vida. Sobretudo aquele 5º movimento, arrebatador na voz sublime de Elisabeth Schwarzkopf, elimina as últimas resistências de ligação a qualquer sensação material, uma espécie de exaltação onírica parece transcender a realidade envolvente e, por momentos, esqueço todos os problemas que me atormentam. A música é um refúgio, eu sei, e eu deixo-me conduzir pelo seu encanto.
"Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas, 80% são crianças. A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água."
Enquanto Cavaco Silva (nos) garante que “acompanha devidamente as questões da justiça”, estando, assim e para não variar, imobilista - excepção, claro, ao Estatuto dos Açores – o Bloco de Esquerda (BE) apresenta(rá) na Assembleia da República um pacote legislativo para a reforma da regulação bancária e combate ao crime económico.
«À medida, pois, que aumenta numa sociedade o poder e a consciência individual, vai-se suavizando o direito penal, e, pelo contrário, enquanto se manifesta uma fraqueza ou um grande perigo, reaparecem a seguir os mais rigorosos castigos.
Tempo de firmeza – IV
Com muita pena, um dia depois do Dia das Mentiras, hoje, 2 de Abril, lá regresso à minha (a)normalidade e volto, então, a ser um cidadão que, mui infelizmente, acredita que o Estado está cada vez mais moribundo e a Justiça Portuguesa a “entrar” por caminhos muito pouco (con)fiáveis.