quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Um bom Carnaval ...
http://sorisomail.com/email/456/jose-socrates--um-primeiro-ministro-muito-flexivel.htmlCom os Votos de um Bom Carnaval
( Clike e delicie-se com o jogo )
( Clike e delicie-se com o jogo )
domingo, 14 de fevereiro de 2010
O que e que nós somos ?
“ O Português é hoje um expatriadono seu próprio país.
Somos uma nação, não uma pátria;
somos um agregado humano
sem aquela alma colectiva
que constitui uma Pátria.
Somos … Sei lá o que nós somos ?
Sabe alguém o que nós somos ?
Sabe alguém o que nós somos,
salvo o lugar por onde
um cataclismo vai passar ? “
Fernando Pessoa - “Carta a um Herói Estúpido” ( 1915)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Uma mini-crise na Crise (mas bem elucidativa!)
Talvez a principal ilação a extrair da recente ‘mini-crise na Crise’ por que passaram (ainda não acabou...) os depreciativamente denominados PIGS, provocada pelos ataques especulativos primeiro à Grécia, depois a Portugal e, em menor escala, à Espanha, é a de que a União Europeia – que se pretende seja, antes de mais, uma União Monetária – está longe de ser uma realidade estável. Um ataque especulativo idêntico seria completamente impossível de acontecer, por exemplo, a qualquer Estado isolado dos que integram os EUA (para falar apenas de um País onde mais imperam as regras do liberalismo económico, mas com grande tradição autonómica - veja-se o caso da Califórnia, cronicamente endividada), sem que o FED ripostasse de imediato.Ora o que se verificou é que só agora o BCE parece dar mostras de querer fazer o mesmo no caso da Grécia, declarando-se disponível para o apoio financeiro exigido pela lógica das uniões monetárias. Demorou a reagir, permitiu que o risco alastrasse a outros Estados mais sensíveis e vulneráveis (como é manifestamente o caso de Portugal e da Espanha), de certo modo consentiu e foi conivente com os ataques especulativos perpetrados contra os interesses desses Estados. Como seria de prever, o resultado concomitante dessa alteração de posição foi, não obstante a sua adopção tardia permitir uma leitura óbvia sobre o estado ‘desta União’, o de estender os seus efeitos positivos aos países da UE mais expostos à crise: de imediato o risco da dívida portuguesa abrandou, o custo do dinheiro baixou!
Como, aliás, tem sido bastas vezes sublinhado nos ‘Ladrões de Bicicletas’ (bem mais habilitados do que eu para o afirmar), o problema está num processo inacabado de suporte à própria moeda única, nomeadamente pela (quase, na prática) ausência de políticas comuns a nível orçamental e fiscal. Aproveito, então, para de lá retirar esta citação do The Observer: “Para sobreviver, a união monetária tem de se transformar numa união política. Se isto não acontecer, é provável que ocorra uma implosão e uma mudança para uma Europa a duas velocidades.” O seu autor, Gerard Lyons, ‘chief economist’ no Standard Chartered, chama ainda a atenção para o facto de uniões monetárias terem colapsado por não terem sido acompanhadas pela união fiscal. E o conhecido Nouriel Roubini, professor de economia na universidade Stern School of Business at New York, acrescenta aquilo que já paira na mente de muita gente, a possibilidade mesmo da saída da União de alguns dos seus membros!
Para se evitar a repetição de crises forjadas para proveito exclusivo dos mesmos (especuladores) de sempre, das duas uma, portanto: ou a União actua com coerência e em bloco, ou se acaba de vez com a especulação! O que – nas condições actuais da União, por um lado, deste sistema que (se) alimenta (d)a especulação, por outro – não passa, em qualquer dos casos, de uma impossibilidade.
Resta-nos, até ver, continuar sujeitos às nefastas consequências de um dilema insolúvel!
Etiquetas:
Crise Financeira,
Crise global - Política
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O triste estado do Estado …
Acabo de ver e ouvir, estupefacto, a entrevista de Noronha do Nascimento à RTP.Fiquei com a triste sensação que este senhor, por tudo aquilo que vi e ouvi - e que, por inerência de funções, é a quarta figura do Estado -, não tem, em meu entender, qualquer perfil para continuar à frente do Supremo Tribunal de Justiça.
Quanto mais para este senhor continuar a ser a quarta figura do Estado …
Pode ser – quem sabe (?) - se com um Alka-Seltzer ( 324 mg de ácido acetilsalicílico, 1625 mg de bicarbonato de sódio e 965 mg de ácido cítrico ) me ajude a debelar esta minha triste sensação de que "isto" - do Estado - está mesmo a bater bem lá no(s) fundo(s) …
Enfim :
- triste estado a que chegou o (meu) Estado !!!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
(In)Tolerância ...
Um sujeito estava a colocar flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês a colocar um prato de arroz na lápide ao lado. Ele vira-se para o chinês e pergunta :
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, e geralmente à mesma hora que o seu vem cheirar as flores...!!!
Respeitar as opções do(s) outro(s), em quaisquer circunstâncias , é uma das maiores virtudes que um ser humano pode(rá) ter.
É que quando se pensa que se sabe todas as respostas, vem a Vida e muda todas as perguntas ...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Os tempos que correm ...
«Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios.Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador.
Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
(…) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa.
Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível.
Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes».
Não importa: o caminho é em frente e para cima.
A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas.
Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface».
Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida – da sua, claro – para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal… sempre foi.»
Alexandre O’Neill, in «Uma Coisa em Forma de Assim»
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A (des)propósito ...
“…Trocadas as descomposturas preliminares, sobre a questão da fazenda,decide-se que é indispensável, ainda mais uma vez, recorrer ao crédito, e faz-se novo empréstimo.No dia seguinte averigua-se, por cálculos cheios de engenho aritmético que para pagar os encargos do empréstimo do ano anterior não há outro remédio senão recorrer ainda maisuma vez ao país e cria-se um novo imposto.
Fazem-se empréstimos para suprir o imposto, criam-se impostos para pagar os empréstimos, tornam-se a fazer empréstimos para atalhar os desvios do imposto para o pagamento dos juros, e neste interessante círculo vicioso, mas ingénuo, o deficit - por uma estranha birra, admissível num ser teimoso, mas inexplicável num mero saldo negativo, em uma não-existência - aumenta sempre através das contribuições intermitentes com que se destinam a extingui-lo, já o empréstimo contraído, já o imposto cobrado…
Pela parte que lhe respeita, o país espera.
O quê?
O momento em que pela boa razão de não haver mais coisa que se colecte, porque está colectado tudo, deixe de haver quem empreste por não haver mais quem pague."
Ramalho Ortigão, in Farpas ( em : 1882)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
A propósito de/do carácter …
“ O carácter é constituído por um agregado de elementos afectivos aos quais se sobrepõem, mesclando-se muito pouco a eles, alguns elementos intelectuais. São sempre os primeiros que dão ao indivíduo a sua verdadeira personalidade. Sendo numerosos os elementos afectivos, a sua associação formará variados elementos: activos, contemplativos apáticos, sensitivos, etc. Cada um deles actuará diferentemente sob a acção dos mesmos excitantes.Os agregados constitutivos do carácter podem ser fortemente ou, ao contrário, fracamente cimentados. Aos agregados sólidos correspondem as individualidades fortes, que se mantêm não obstante as variações de meio e de circunstâncias. Aos agregados mal cimentados correspondem as mentalidades moles, incertas e mutáveis. Elas modificar-se-iam a cada instante sob as influências mais insignificantes se certas necessidades da vida quotidiana não as orientassem, como as margens de um rio canalizam o seu curso.Por mais estável que seja o carácter, permanece sempre ligado, no entanto, ao estado dos nossos órgãos. Uma nevralgia, um reumatismo, uma perturbação intestinal, transformam o júbilo em melancolia, a bondade em maldade, a vontade em indolência. Napoleão, doente em Warteloo, já não era Napoleão. César, dispéptico, não teria, sem dúvida, transposto o Rubicon.”Gustave Le Bon - «As Opiniões e as Crenças»
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A tecnologia …
“ A tecnologia que inunda o mundo de hoje, e a ciência que a serviu, não o invadem apenas na parte exterior do homem mas ainda os seus domínios interiores.Assim o que daí foi expulso não deixou apenas o vazio do que o preenchia, mas substituiu-o pelo que marcasse a sua presença.
O mais assinalável dessa presença é por exemplo um computador.
Mas será a obra transaccionável por um parafuso? “
Vergílio Ferreira, in “Escrever”
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
As (minhas) contradições ...
Ora, e como se não (me) bastasse ter insónias e ser fraco de espírito, então não é que, hoje, e durante hora e meia, vou torcer pelo Sporting !!!Com tantas e tamanhas contradições; triste saga a minha :
- que mais me irá acontecer ???
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O êxodo dos gestores do BES …
( Hipotético carro transportando para estrangeiro gestores afectados com esta “diatribe” governamental )“Esta taxação atinge muita gente dentro do BES, não só gestores de topo e poderemos ter gente muito valiosa a sair do país para ir trabalhar para outro”
( disse Ricardo Salgado durante um almoço promovido pela Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (AIP-CE), em Lisboa ).
( disse Ricardo Salgado durante um almoço promovido pela Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (AIP-CE), em Lisboa ).
Não fiz, não faço, nem façarei !..
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Candidato independente, Presidente incómodo!
Ouviu-se no último ‘Quadratura do círculo’ (esse mesmo, o do inamovível, do vitalício Pacheco Pereira!) o argumento decisivo à defesa, embora a contragosto, da candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República. Como (quase) sempre, ‘cheguei’ tarde ao programa, a cerca de 5 minutos do seu termo, mais precisamente ao minuto 45, marcava o relógio da SIC/N. A tempo de escutar Lobo Xavier (outro dos residentes, ainda longe da ‘eternidade’ do Pacheco, mas para lá caminha), afirmar que ‘este’ candidato, pela sua personalidade, ‘irá ser sempre um problema, para o PS e para o BE’, evidenciando assim (ainda que de forma ínvia e não propositada) a maior independência deste face aos diferentes actores e potenciais suportes da sua candidatura – aquilo que, afinal, faz a força de um Presidente da República, a sua isenção partidária.Já não bastavam os mais de um milhão e 100 mil votos obtidos nas anteriores presidenciais, à margem de qualquer apoio e estrutura partidárias, faltava agora a prova de que este tipo de apoios (já certo o do Bloco, previsível o do PS) podem vir a demonstrar-se contraproducentes – mas para os apoios! Aviso que surge quase em jeito de recomendação, como quem diz: ‘Cuidado, este candidato não é de confiança, é independente’! Faz lembrar a celebrizada boca do ‘Coelhone’ inúmeras vezes glosada no ‘Contra Informação’, ao manifestar a ‘sua’ falta de confiança em todos os que não fossem filiados (ou arregimentados?) no PS: ‘estes independentes são muito imprevisíveis’!
Este súbito desvelo com que a direita parece querer olhar pelos interesses da esquerda seria deveras enternecedor, não fora tão denunciado, pois não consegue esconder os propósitos que a anima. Porque, logo a seguir, os dois (Xavier e Pacheco) mal conseguiram disfarçar o incómodo pela disponibilidade manifestada por Alegre para se candidatar (até agora é ao que se resume a sua candidatura), ao afirmarem que se Cavaco Silva tinha dúvidas para avançar como candidato, essas dúvidas desvaneceram-se perante tal anúncio. O que não deixa de ser curioso e particularmente sintomático por parte de quem, momentos antes, formulara tantas cautelas em resultado da ‘independência’ do candidato, sem perder o ensejo de manifestar sobranceiro desdém pela fragilidade da candidatura.
É que, depois do burlesco (ou pretensioso?) dramatismo que rodeou o episódio do ‘Estatuto dos Açores’; da pantomina montada em torno das ‘escutas’ (género ‘gato escondido com o rabo de fora’); das ‘tiradas técnicas’ a envolver mal disfarçados apoios políticos tão do agrado dos seus apaniguados; das insuportáveis manifestações de falta de gosto (aquela delambida ‘cena’ das vaquinhas a caminho da ordenha! – embora gostos não se discutam!) e de cultura (o que já é mais grave!) – só faltava mesmo que nos saísse um Presidente independente, ainda por cima prezando a cultura, que é coisa que vai escasseando e faz muita falta!
(Cultura? Quem precisa dela?)
Haverá tempo para se voltar ao assunto, pois ele ainda só agora começou. Para já fica apenas o breve registo da disponibilidade manifestada por um candidato independente que a direita se apressou já a apresentar como incómodo à esquerda!
Hum...!
A (minha) fraqueza de espírito …
Começo, assim e por isso, a ficar seriamente preocupado comigo mesmo, sendo que continuo fiel ao Glorioso, do qual sou Sócio, Titular de Cativo/Fundador e Accionista da SAD do Benfica.
Afinal, tudo não passou, mesmo e só , de uma “fraqueza de espírito” devidamente patrocinada pelo meu Amigo, o Luís Melim, o (meu) anfitrião e fanático Sportinguista !!!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
As insónias …
Eu que, felizmente, nunca fui dado a tais anomalias.
Associei, no entanto, esta perturbação ao facto desta ser uma viagem algo diferente de todas as outras :
- vim acompanhado e regressarei sozinho …
Enfim, assim quis o destino – ou lá o que isso, do destino, possa ser – que a minha filha fique, algures e por aqui, a prosseguir estudos …
Mas, analisando as razões e os porquês de tantas e tamanhas insónias, acabei por chegar à simples conclusão que, afinal, o único responsável por tal anomalia só pode(rá) ser, mesmo, o meu simpático anfitrião … que é, nem mais nem menos, um refinado Sportinguista …
Então, não é que o meu velho e bom Amigo, o Luís Melim, me pôs a dormir num quarto em que uma das paredes está decorada (?) com tantos e múltiplos cachecóis do SCP ?..
Ora, para mim, Benfiquista confesso, tal decoração (?) só poderia, mesmo, resultar nisso :
- em perturbação !!!
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
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