
Ler mais ... ( via : www.esquerda.net )
" ... és livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade do dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento.Ai de ti, porém, se a opressão da vida, ela própria, te força a seres escravo.
Ai de ti, se, tendo nascido liberto, capaz de te bastares e de te separares, a penúria te força a conviveres.
Essa sim, é a tua tragédia, e a que trazes contigo.
Nascer liberto é a maior grandeza do homem, o que faz o ermitão humilde superior aos reis, e aos deuses mesmo, que se bastam pela força, mas não pelo desprezo dela.”
Fernando Pessoa, in «Livro do Desassossego»
" ... Um homem é dotado de livre arbítrio e de três maneiras: em primeiro lugar, era livre quando quis esta vida; agora não pode evidentemente rescindi-la, pois ele não é o que a queria outrora, excepto na medida em que completa a sua vontade de outrora, vivendo.
‘Agarrem-me senão eu fujo!’
Os porquês: e onde, para além de organização, se alude a ‘certas culturas’
Cem anos passam desde que Clara Zetkin propôs o dia 8 de Março como Dia Internacional da Mulher, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.
Muitas histórias se contam sobre a origem deste dia e muitas lutas importantes se seguiram.
O Esquerda.net publica um dossier com o relato e a análise destes acontecimentos.Ler Mais
( via : www.esquerda.net )
Os quês: por aqui se fala de mandriões e de mandões!
De facto, e em meu entender, a austeridade não é - nem pode(rá) ser - a única resposta para a crise …
Se alguma utilidade é possível, para já, vislumbrar nesse confuso processo à volta das ‘escutas’ – e muito em especial das sequelas em curso na Assembleia da República – ela é a de ter posto às claras uma tão estranha quão, agora finalmente e sem qualquer pudor, alardeada promiscuidade entre o jornalismo dito ‘independente’ e o poder económico na comunicação social. Para além do natural e inevitável condicionamento financeiro da actividade jornalística e da informação em geral. Ou até da ‘velha’ apetência do poder económico para o controle da comunicação social, seja pela rentabilidade financeira que o potencial da actividade perspectiva, seja por razões ideológicas de manipulação da opinião pública na defesa de quaisquer interesses de grupo, empresarias ou políticos.
" ... Da próxima vez que alguém lhe disser que confia na Justiça portuguesa, sorria. Da próxima vez que alguém da Justiça lhe disser que o combate à corrupção é uma prioridade, pode mesmo soltar uma gargalhada sonora. Talvez assim, com bom humor, percebam o crédito que merecem..."
Por : Daniel Oliveira, in Expresso
“ A dominação intelectual é difícil se não dispomos de uma tribuna mediática.Georges Picard, in «Pequeno Tratado para Uso Daqueles que Querem Ter Sempre Razão»
A 23 de Fevereiro de 1987, em pleno Inverno mas no Outono da vida, morreu Zeca Afonso.
A equipa de jogadores, técnicos, médicos, roupeiros e não sei quem mais do FCPorto – só lá faltou mesmo o mandante... – pela boca do seu 3º guarda-redes, protagonizaram, ontem, sábado, 20 de Fevereiro de 2010, uma dramática manifestação de (aparente) unidade, lançando um já habitual (vindo de quem vem) ‘grito de guerra’, dirigido contra ‘incertos’. Incertos, entenda-se, apenas no discurso pronunciado, porque todos conhecem, sem que tivessem sido nomeados, os destinatários implícitos de tão furibunda raiva: directamente, a justiça desportiva (especialmente o presidente do Comissão Disciplinar da Liga, o juiz Ricardo Costa); acima de tudo e de todos, o ódio de estimação do arqui-rival SLBenfica, tido como o beneficiário, senão mesmo o instigador – mancomunado (!) com o referido Juiz – desta assim considerada bem urdida tramóia para prejudicar o Dragão!
Agora já sei, por saber firmado, a razão de nunca ter aderido a um partido político. Finalmente compreendi esta propensão para me manter independente, não me sujeitando a qualquer disciplina partidária. Bem, compreender não é o termo mais apropriado, pois compreender já eu tinha conseguido antes, tratou-se mais de uma confirmação, uma espécie de ‘prova factual’ reflectida através de um jogo de espelhos, a ‘evidência externa’ que (me) parecia faltar.